Conteúdo
- 1 5 anexos diferentes.
- 2 O que são os anexos do Simples Nacional?
- 3 Anexo I — Comércio
- 4 Anexo II — Indústria
- 5 Anexo III — O anexo mais desejado dos serviços
- 6 Fator R.
- 7 Anexo IV — o anexo que mais gera confusão
- 8 Anexo V — onde muitos profissionais pagam imposto demais
- 9 O Simples não é simples para quem não entende a estrutura
- 10 Como saber em qual anexo sua empresa está?
- 11 Conclusão
Muita gente abre um CNPJ acreditando que o Simples Nacional funciona assim:
“Minha empresa paga X% de imposto.”
Mas não é tão simples assim.
Dentro do Simples Nacional existem:
5 anexos diferentes.
E é justamente isso que faz duas empresas com o mesmo faturamento pagarem valores totalmente diferentes em imposto.
Em alguns casos, a diferença ultrapassa:
- milhares de reais por ano;
- mesmo com o mesmo serviço;
- o mesmo faturamento;
- e até o mesmo número de clientes.
O problema?
Quase ninguém explica isso de forma prática para o empreendedor.
O que são os anexos do Simples Nacional?
Os anexos funcionam como: tabelas de tributação.
Cada uma possui:
- percentuais (aliquotas) diferentes;
- regras diferentes;
- formas diferentes de cálculo.
E a atividade da empresa (CNAE) define em qual anexo ela pode ser enquadrada.
Hoje o Simples Nacional possui:
- Anexo I → comércio;
- Anexo II → indústria;
- Anexo III → serviços com menor carga tributária;
- Anexo IV → serviços com tributação específica;
- Anexo V → serviços com maior tributação (atividades com especialização).
O erro que mais faz empresários pagarem imposto errado
A maioria das pessoas acredita que:
“Simples Nacional é tudo igual.”
Mas não é.
Dependendo do anexo:
- uma empresa pode começar pagando 4%;
- enquanto outra começa em 15,5%.
E aqui está o ponto importante:
não é apenas o faturamento que define isso.
Entram fatores como:
- atividade da empresa;
- CNAE;
- folha de pagamento;
- pró-labore;
- Fator R;
- estrutura tributária.
É por isso que muitos empresários:
- pagam mais imposto sem perceber;
- escolhem CNAE errado;
- abrem empresa sem estratégia;
- descobrem tarde demais que poderiam economizar.
Anexo I — Comércio
O Anexo I é voltado para: empresas que vendem produtos.
Exemplos:
- lojas;
- e-commerce;
- distribuidoras;
- comércio em geral.
A alíquota inicial costuma começar em: 4%.
Tabela do Anexo I — Comércio
| Faixa | Receita bruta em 12 meses | Alíquota | Parcela a deduzir |
| 1 | Até R$ 180 mil | 4% | R$ 0 |
| 2 | De R$ 180 mil a R$ 360 mil | 7,3% | R$ 5.940 |
| 3 | De R$ 360 mil a R$ 720 mil | 9,5% | R$ 13.860 |
| 4 | De R$ 720 mil a R$ 1,8 milhão | 10,7% | R$ 22.500 |
| 5 | De R$ 1,8 milhão a R$ 3,6 milhões | 14,3% | R$ 87.300 |
| 6 | De R$ 3,6 milhões a R$ 4,8 milhões | 19% | R$ 378 mil |
O que muita gente não sabe
Mesmo no comércio, o imposto não é “fixo”.
Ele varia conforme:
- faturamento acumulado;
- faixa da empresa;
- crescimento do negócio.
Ou seja:
a empresa pode começar pagando 4% e depois subir gradualmente.
Anexo II — Indústria
O Anexo II é direcionado para: empresas industriais.
Exemplos:
- fabricação;
- produção;
- industrialização;
- pequenas fábricas.
A alíquota inicial geralmente começa em: 4,5%.
Tabela do Anexo II — Indústria
| Faixa | Receita bruta em 12 meses | Alíquota | Parcela a deduzir |
| 1 | Até R$ 180 mil | 4,5% | R$ 0 |
| 2 | De R$ 180 mil a R$ 360 mil | 7,8% | R$ 5.940 |
| 3 | De R$ 360 mil a R$ 720 mil | 10% | R$ 13.860 |
| 4 | De R$ 720 mil a R$ 1,8 milhão | 11,2% | R$ 22.500 |
| 5 | De R$ 1,8 milhão a R$ 3,6 milhões | 14,7% | R$ 85.500 |
| 6 | De R$ 3,6 milhões a R$ 4,8 milhões | 30% | R$ 720 mil |
Aqui existe um detalhe importante
Muitos negócios acham que são “comércio”, mas na prática possuem atividade industrial.
Dependendo da operação:
- montagem;
- fabricação;
- importação;
- personalização;
- manipulação;
a tributação pode mudar completamente.
E isso impacta:
- imposto;
- margem;
- precificação;
- competitividade.
Anexo III — O anexo mais desejado dos serviços
O Anexo III virou praticamente: o objetivo tributário de muitos prestadores de serviço.
Porque sua alíquota inicial pode começar em: 6%.
É aqui que entram muitas atividades como:
- psicólogos;
- fisioterapeutas;
- nutricionistas;
- representantes comerciais;
- agências;
- profissionais liberais;
- algumas empresas de tecnologia.
Tabela do Anexo III — Serviços
| Faixa | Receita bruta em 12 meses | Alíquota | Parcela a deduzir |
| 1 | Até R$ 180 mil | 6% | R$ 0 |
| 2 | De R$ 180 mil a R$ 360 mil | 11,2% | R$ 9.360 |
| 3 | De R$ 360 mil a R$ 720 mil | 13,5% | R$ 17.640 |
| 4 | De R$ 720 mil a R$ 1,8 milhão | 16% | R$ 35.640 |
| 5 | De R$ 1,8 milhão a R$ 3,6 milhões | 21% | R$ 125.640 |
| 6 | De R$ 3,6 milhões a R$ 4,8 milhões | 33% | R$ 648 mil |
Mas existe uma pegadinha importante
Nem toda empresa de serviço entra automaticamente no Anexo III.
Em muitos casos, ela pode cair no: Anexo V.
E é aí que entra o famoso:
Fator R.
O Fator R pode mudar completamente seu imposto
O Fator R é um cálculo que compara:
- folha de pagamento (pró-labore + funcionários, se houver);
- faturamento da empresa.
Se a folha representar pelo menos: 28% do faturamento,
algumas atividades conseguem sair do:
- Anexo V
e ir para o:
- Anexo III.
Na prática:
isso pode reduzir drasticamente o imposto.
Exemplo prático
Imagine dois psicólogos que faturam:
R$ 15 mil por mês.
Os dois atendem online.
Os dois trabalham sozinhos.
Mas existe uma diferença:
Psicólogo A
- estrutura errada;
- pró-labore mal definido;
- tributação no Anexo V.
Imposto: aproximadamente 15,5%.
Psicólogo B
- estrutura tributária ajustada;
- planejamento correto;
- Fator R aplicado.
Imposto: próximo de 6%.
Os dois trabalham igual.
Mas um deles termina o ano com milhares de reais a mais no caixa.
Anexo IV — o anexo que mais gera confusão
O Anexo IV possui uma característica importante: o INSS patronal não está incluído no DAS.
Isso significa que empresas desse anexo pagam:
- DAS;
- mais 20% de INSS Patronal sobre folha.
É muito comum em atividades como:
- construção civil;
- limpeza;
- vigilância;
- algumas atividades específicas de serviço.
Tabela do Anexo IV — Serviços
| Faixa | Receita bruta em 12 meses | Alíquota | Parcela a deduzir |
| 1 | Até R$ 180 mil | 4,5% | R$ 0 |
| 2 | De R$ 180 mil a R$ 360 mil | 9% | R$ 8.100 |
| 3 | De R$ 360 mil a R$ 720 mil | 10,2% | R$ 12.420 |
| 4 | De R$ 720 mil a R$ 1,8 milhão | 14% | R$ 39.780 |
| 5 | De R$ 1,8 milhão a R$ 3,6 milhões | 22% | R$ 183.780 |
| 6 | De R$ 3,6 milhões a R$ 4,8 milhões | 33% | R$ 828 mil |
O problema é que muitos empresários olham apenas a alíquota
E esquecem do custo total.
Às vezes:
- a alíquota parece baixa;
mas - o custo previdenciário aumenta bastante.
Por isso olhar apenas o percentual do DAS pode gerar decisões erradas.
Anexo V — onde muitos profissionais pagam imposto demais
O Anexo V é conhecido pelas: maiores alíquotas do Simples Nacional para serviços.
A tributação inicial costuma começar em: 15,5%.
Aqui entram muitas atividades intelectuais e técnicas.
Mas existe um detalhe importante: várias delas podem migrar para o Anexo III via Fator R.
E é justamente aqui que muitos profissionais:
- perdem dinheiro;
- pagam imposto acima do necessário;
- mantêm estrutura errada durante anos.
Tabela do Anexo V — Serviços
| Faixa | Receita bruta em 12 meses | Alíquota | Parcela a deduzir |
| 1 | Até R$ 180 mil | 15,5% | R$ 0 |
| 2 | De R$ 180 mil a R$ 360 mil | 18% | R$ 4.500 |
| 3 | De R$ 360 mil a R$ 720 mil | 19,5% | R$ 9.900 |
| 4 | De R$ 720 mil a R$ 1,8 milhão | 20,5% | R$ 17.100 |
| 5 | De R$ 1,8 milhão a R$ 3,6 milhões | 23% | R$ 62.100 |
| 6 | De R$ 3,6 milhões a R$ 4,8 milhões | 30,5% | R$ 540 mil |
O problema não é o Simples Nacional
O problema é entrar nele sem estratégia.
Muita gente escolhe:
- contador pelo menor preço;
- CNAE no automático;
- pró-labore “no chute”;
- abertura rápida sem planejamento.
E depois:
- paga imposto alto;
- cresce sem margem;
- perde dinheiro sem perceber.
O Simples não é simples para quem não entende a estrutura
Esse talvez seja o maior ponto.
O nome “Simples Nacional” faz parecer que: tudo é automático.
Mas na prática:
- enquadramento;
- CNAE;
- anexo;
- Fator R;
- pró-labore;
- folha;
- planejamento;
mudam completamente a tributação da empresa.
E pequenas decisões no início podem gerar:
- economia;
- ou prejuízo tributário recorrente durante anos.
Como saber em qual anexo sua empresa está?
Você pode descobrir:
- no cartão CNPJ;
- na apuração do DAS;
- com análise do CNAE;
- ou com apoio contábil.
Mas o mais importante não é apenas: “em qual anexo estou”.
A pergunta certa é: “esse é realmente o melhor enquadramento para minha operação?”
Porque muitas empresas estão:
- corretas juridicamente;
mas - ineficientes financeiramente.
Conclusão
Os anexos do Simples Nacional não são apenas tabelas tributárias.
Eles definem:
- quanto dinheiro sobra;
- quanto a empresa cresce;
- quanto imposto é pago;
- e até a saúde financeira da operação.
E entender isso cedo pode evitar anos pagando mais imposto do que deveria.
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